quinta-feira, 30 de abril de 2009
ADRIANO O IMPERADOR DO FUTEBOL
Peço de início aos que lerem esta postagem que me perdoem por não gostar de futebol. Porém, um fato no mundo da bola me chamou curiosamente atenção, o abandono do Jogador Adriano, cognominado de "O Imperador " do futebol, internacional e brasileiro. Foi um Deus nos acuda, uma explosão midiática de todas as emissoras do circuitão, atribuindo o abandono do jogador a todo o tipo de fatores. Uns diziam que era problemas com o alcool, outros que era problema com as drogas e outros atribuiam a problema de depressão profunda, caso para o mundo dos epsiquiátras. Com todo esse alarde, tive o prazer de ver o jovem jogador explicando a sua saída do mundo dos esportes, resposta simples, direta e sem subterfúgios, simplesmente o rapaz queria sua vida de volta. Vendo a franqueza com que o Adriano falava me acometi de um respeito profundo pelo rapaz a ponto de quase considerá-lo um herói, pois, nesta sociedade capitalista selvagem em que vivemos, nós somos considerados pessoa, de acordo com os títulos e patrimônios que amealhamos. Nossos desejos, sonhos e projetos individuais e simples que não envolvam o consumismo ou não apareçam no mundo da mídia, são considerados espúrios, inferiores, coisa de gente pequena. Consegui ver naquele rapaz, a famosa expressão "pobre menino rico". Um jovem milionário, famoso, assediado por todos os lados pelos fãs, e sentia-se como uma solitária ilha no meio do oceano, posto que se concientizou que estava vivendo o sonho dos outros e não os seus. O seu prestígio como jogador, estava servindo para o time, para o público, para os empresários, para a mídio, e não para si mesmo. Num lampejo de racionalidade pouco visto na época atual, este "Imperador", tornou-se realmente o título que o agraciaram, não pela fama de craque, mas, pela coragem de viver sua vida, perto dos verdadeiros amigos, da família e do país que ele ama. São atitudes como esta que me fazem acreditar em uma reviravolta da humanidade, um lampejo coletivo de dicernimento, e as pessoas voltem a ser apenas , como dizia o Niectzsche "humano demasiadamente humano".
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