Quem quiser que atire pedras em mim, mas, há quase um ano tomei uma medida radical, não quero nada que me faça ficar triste voluntariamente ou depressivo. No elenco das coisas que resolvi evitar, entre elas estão, noticiário de televisão, programas policiais assim como o caderno dos jornais policiais e notícias internacionais chocantes. Acrescendo-se ainda a minha lista, envolve pessoas de baixo astral. Sendo assim, optei por estas medidas tendo em vista meus 52 anos de idade e pretendendo ter um resto de vida saudável, dentro do possível.
Vejamos os motivos que me levaram a tal medida.
Primeiramente fiz uma viagem no tempo, fazendo uma retrospectiva da minha infância até a adolescência e a chegada do mundo atual em que vivo.
Nascido com orgulho no interior do Ceará na minha querida e vetusta Iguatu, passeando pela minha infância, lembrei-me que não ficávamos assistindo desenho animado, vídeo game, mensseger, Orkut ou facebook, ficava-mos mesmo era no meio da rua sem camisa, de pés descalços, batendo bola, jogando pião, carimba, pega pega até chegar a tão famigerada 21 horas onde nossos pais nos convocavam para o recolhimento o que era obedecido por nós prontamente, ou seja, havia uma convivência entre crianças, que não necessitavam de andar com um celular, mp3 ou outro produto tecnológico para ser aceito no meio da molecada, bastava chegar junto e pronto. Nossos vizinhos eram todos amigos e se um moleque brigava com outro os pais faziam os mesmo darem as mãos e pedirem desculpas. Pra ir à casa do vizinho era só pular o muro, que, aliás, não passavam de um metro de altura, pois ladrão no interior só de galinha, que, quando pegue, o delegado raspava a cabeça e soltava na rua para todos saberem que o mesmo era ladrão. As festas de criança eram em casa, nada de bufet, não tinha palhacinho idiota animando a festa achando que as crianças eram bobas, pois, quem palhaçava nas festas eram as crianças mesmo numa verdadeira algazarra saudável enquanto os pais tomavam uma cerva gelada sem preocupar-se com os filhos, pois todos eram amigos.
Já na adolescência, quando íamos para as festas nossos pais deixavam a porta da frente encostada com uma cadeira sem tranca, para quando voltar-mos era só empurrar e entrar para dormir. O padeiro deixava o pão e o leite na janela e ninguém mexia. Comprava-se fiado na caderneta da mercearia mais próxima, sem cheque, sem cartão de crédito, tudo só na palavra.
Nós paquerávamos as gatinhas com respeito, sem chamá-las de cachorras, nem Maria chuteira, nem piriguete, mas só apelidos carinhosos, como fofinha, bonequinha, gatinha e outros inhas. Olhávamos para uma mulher como mulher e não procurando ver se a mesma é sarada, se fez escova, luzes, se colocou botox e outras coisas do gênero. Nós rapazes, vestíamos uma camisa uma calça um sapato e estávamos pronto para a paquera, pois, as gatinhas não se preocupavam com barriga tanquinho, corpo definido, ou se você tomava complemento alimentar ou malhava na academia, elas queriam era namorar sentir seu cheiro e dar uns amassos. Nossos amigos eram apelidados carinhosamente pelos defeitos que tinham sem sentirem-se discriminados, ofendidos ou moralmente indenizáveis e sim chamávamos os amigos pelos apelidos de ceguinho, negão, cachaceiro, banguelo e outras tolices que rola entre amigos sem responder criminalmente ou reparação de danos morais.
Concluo, portanto que toda a violência existente atualmente, a falta de humanidade entre s pessoas, o excessivo individualismo, é fruto em grande parte das nossas redes televisivas que só preocupam-se em amealhar dinheiro, enquanto virulentamente contaminam a sociedade com notícias de violência, instigação ao sexo vulgar, estimulando a mulher a ser cada vez mais objeto de prazer e não uma pessoa com caráter, inteligência como grande parte delas têm, além de estimular a programas idiotas circense sempre exaltando o valor das coisas em detrimento do humano que existe em nós, transformando nossa sociedade em uma fauna, fundamentando a teoria de Hobbes que dizia que o “O homem é o lobo do homem”.
Portanto só nos resta tentar pelo menos levar uma vida saudável, e o meio que eu encontrei foi tomar as medidas anteriormente citadas.
Hoje, leio jornal, somente a parte cultural, econômica, televisão só coisas amenas e sem muita idiotice, enfim se não partir de nós isto nunca vai mudar..
Por enquanto é só até o próximo desabafo.
