Acordamos, levantamos, trabalhamos,nos divertimos, temos como meta uma boa vida material, casar ou não, procriar para formar uma prole, garantindo assim a auto preservação da espécie humana. Como fuga da mediocridade, na maioria das vezes, desiludidos com a repetitividade da vida diária, adotamos uma religião com objetivo de alcançar-mos outra vida, pois esta seria apenas uma passagem ruim. Assim vive a maioria das pessoas que, para fugirem desta roda viva, tentam compensar no consumismo uma felicidade instantânea que o faz feliz até aparecer um novo bem de consumo que o seduza. A pergunta é. Como seria o mundo sem esta cadeia repetitiva de eventos? Melhor ou pior? Claro que não tenho autoridade para responder, mas, arrisco um palpite. Vivemos nosso dia a dia através da imagem do outro, insistimos em viver de uma forma projetada no outro. E o primeiro humano, se espelhou em quem? Teve que viver uma idéia original de vida sem repetir costumes, hábitos ou coisa que o valha. Sendo assim, por que não tentar-mos ser-mos originais no curso da nossa vida, viver de acordo com nossos impulsos, desejos, tendo o cuidado de não esta repetindo o desejo dos outros, ou o próprio conceito de desejo criado por outrem.É isto que nos falta, o desejar por impulso, um pouco de irracionalidade que é a própria essência da vida.Muitas vezes o racional nos torna escravos de nós mesmo através do contrato social, que foi a formação do que chamamos de civilização. Quem disse que a civilização é um prêmio? Tudo do que mais gostamos, são frutos do nosso lado irracional. O desejo sexual, o contato direto com a natureza, o comer, o beber, enfim são os instintos primários que realmente nos tornam verdadeiramente vivos. Porém, como não podemos vivê-los intensamente, em face desta renúncia em função do viver em sociedade, tentemos pelo menos cultivá-los na nossa mente.Temos, no mínimo, o dever de policiar-nos quando das nossas atitudes, se esta é realmente nossa, ou uma cópia da atitude dos outros. Isto já é um progresso.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
"O hoje, é o amanhã que ontem tanto nos apavorava".
Esta frase para mim é inesquecível. Vivemos sempre em uma pespectiva de futuro, só que, este não existe, é apenas uma expectativa. Somente o presente é, somente ele importa. Viver é está agora vivenciando cada experiência, cada emoção, estar sendo. Por sempre nos preocupar-mos com o que vamos realizar, esquecemos do que está a nossa volta, desperdiçamos o dia, pessando no dia seguinte que nunca virá. Sendo assim, viva a vida, pois esta só é sentida se realmente vivida. Cultivemos nossas amizades e nossos amores, pois somente eles importam na vida. Os bens, se vão o bem querer não. Os cargos passam, os verdadeiros amigos ficam. O corpo envelhece, o amor pelo outro cresce. Portanto, viver, como disse Gonzaguinha é " não ter vergonha de ser feliz."
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