sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Quem disse que a racionalidade é saudável?


Acordamos, levantamos, trabalhamos,nos divertimos, temos como meta uma boa vida material, casar ou não, procriar para formar uma prole, garantindo assim a auto preservação da espécie humana. Como fuga da mediocridade, na maioria das vezes, desiludidos com a repetitividade da vida diária, adotamos uma religião com objetivo de alcançar-mos outra vida, pois esta seria apenas uma passagem ruim. Assim vive a maioria das pessoas que, para fugirem desta roda viva, tentam compensar no consumismo uma felicidade instantânea que o faz feliz até aparecer um novo bem de consumo que o seduza. A pergunta é. Como seria o mundo sem esta cadeia repetitiva de eventos? Melhor ou pior? Claro que não tenho autoridade para responder, mas, arrisco um palpite. Vivemos nosso dia a dia através da imagem do outro, insistimos em viver de uma forma projetada no outro. E o primeiro humano, se espelhou em quem? Teve que viver uma idéia original de vida sem repetir costumes, hábitos ou coisa que o valha. Sendo assim, por que não tentar-mos ser-mos originais no curso da nossa vida, viver de acordo com nossos impulsos, desejos, tendo o cuidado de não esta repetindo o desejo dos outros, ou o próprio conceito de desejo criado por outrem.É isto que nos falta, o desejar por impulso, um pouco de irracionalidade que é a própria essência da vida.Muitas vezes o racional nos torna escravos de nós mesmo através do contrato social, que foi a formação do que chamamos de civilização. Quem disse que a civilização é um prêmio? Tudo do que mais gostamos, são frutos do nosso lado irracional. O desejo sexual, o contato direto com a natureza, o comer, o beber, enfim são os instintos primários que realmente nos tornam verdadeiramente vivos. Porém, como não podemos vivê-los intensamente, em face desta renúncia em função do viver em sociedade, tentemos pelo menos cultivá-los na nossa mente.Temos, no mínimo, o dever de policiar-nos quando das nossas atitudes, se esta é realmente nossa, ou uma cópia da atitude dos outros. Isto já é um progresso.

Um comentário:

IVONE FERREIRA - Minha Casa Interior disse...

Discernir é entender a essencia. É preciso buscarmos a nossa verdade, nossa essência, e só vamos achá-la quando permitirmos nos dispor de nós mesmos e das nossas fraquezas.
"As estrelas são todas iluminadas… Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?" (ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY em o Pequeno Principe)
Deus te ilumine sempre!