Violência nas ruas, assassinos de crianças, pedofilia, falta de policiamento, narcotráfico, jovens se enveredando pelo caminho da droga, etc. Resultado, o Povo clama por soluções. Mais policiamento, penas mais dura, porque não pena de morte, abaixo os direitos humanos que protegem os criminosos, linchemos os pedófilos e os matadores de crianças, enfim, esta é a palavra de ordem. O que será que realmente esta acontecendo? Para os céticos, falta de uma lei mais dura. Para os cristãos, falta de Deus no coração. Enfim, todos preferem culpar alguém, seja o governo, a televisão, a falta de religião, etc., etc., etc.
Não penso que seja nada disso. O que falta a sociedade é a humanização. Quando digo humanização, digo falta do outro em si mesmo. É ver no outro, um ser que é tão importante como você; que ama, sofre, sonha, e anseia por um lugar ao sol, tão bom quanto o seu. Só que temos de enfrentar de vez o pano de fundo de toda essa questão social, porque lá esta a real causa de todo o caos que se instalou, o capitalismo. Nessa sociedade que vivemos todo o referencial de sucesso, felicidade, alegria, conquista, estão nas coisas. Você é o que você possui, o respeito que lhes é dado vai à medida do seu patrimônio, você não é mais um ser, mais apenas um CPF.
O gerente do Banco não pergunta seu nome quando você o procura, mais pede o seu CPF, a loja também não se preocupa em saber quem você é, mas apenas, se no seu CPF não existe restrições; ter atitude é comprar determinada roupa ou carro; ser feliz; e consumir determinado produto que esta na moda; a beleza, a atração não se da mais por um sorriso, um rosto que se avermelha de timidez quando o outro olha, um jeito leve de ser, mas, sim, a beleza se dá pela barriga tanquinho, pela quantidade de botox usado para crescer falsamente o seio, preencher a boca, enfim, para o mundo, o corpo perfeito é o corpo plastificado, moldado, como se fosse uma forma de fabricar um brinquedo.
É como se as coisas tivessem vida própria e não fossem feitas pelas mãos humanas.
O criador que somos nós passamos a ser criatura das coisas. As informações que nos chegam pela mídia são apenas reproduzidas sem que ninguém tenha o interesse de saber se aquela mensagem veiculada veio de uma fonte confiável. Acho que está na hora de acordar-mos, passemos a ter cuidado no que ouvimos,vemos, lemos, pois os grandes capitalistas que manipulam a sociedade através da mídia nos levam a crer, que vivemos no mundo que eles nos passam.
É mentira gente, nos pensamos, temos cérebro, não tenham medo de discordar. Vi um exemplo clássico ontem na TV. Vi uma reportagem que dizia que um dos maiores traficantes do Brasil, havia sido preso. E em seguida, mostram a fábrica de cocaína do mesmo no morro do Rio de Janeiro, uma sessão de tortura que o mesmo fazia com os desafetos e do grau excessivo de periculosidade que este tinha, poi, com ele, haviam sido apreendidos 04 granadas.
A ânsia do sensacionalismo era tamanha da emissora, que logo em seguida se contradiz, quando mostra o laboratório do traficante no morro, uma coisa artesanal dentro de um pequeno quarto, o povo do morro de luto pela morte do mesmo, e este é enterrado com aplausos na cidade onde nasceu em Macaé.
Pergunta-se? Será que este homem era tão odiado assim, já que ele ajudava comunidade do morro naquilo que o governo estadual não o faz. Será que este tão perigoso traficante não é mais uma vítima que bandido, num pais onde não se dá oportunidades aos pobres e excluídos? Reflitamos sobre isto. O caso Nardoni, ninguém da mídia esta preocupado com os familiares da vítima, se vai ser condenado ou absolvido, mas apenas, se o caso da audiência. A mídia procura trazer para nossos lares, problemas vividos por determinadas pessoas, como se isso fosse um problema nacional. Portanto, tenhamos cuidado no que vemos, ouvimos e lemos, pois, não podemos nos transformar em simples papagaios vivendo a repetir mentiras como se fossem verdades absolutas. Sejamos humanos, respeitando o próximo como um de nós. Tenham certeza que este vazio que faz a juventude ir em direção as drogas, esta busca incessante das coisas, e a procura constante da felicidade, deve ser dirigida ao interior de cada um. Busquemos enfim, o humano que reside em nós para assim compartilhar-mos com o outro, este talvez seja um começo da nossa redenção.
segunda-feira, 29 de março de 2010
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