quinta-feira, 7 de abril de 2011

O MUNDO TEM DUAS CARAS

Quem quiser que atire pedras em mim, mas, há quase um ano tomei uma medida radical, não quero nada que me faça ficar triste voluntariamente ou depressivo. No elenco das coisas que resolvi evitar, entre elas estão, noticiário de televisão, programas policiais assim como o caderno dos jornais policiais e notícias internacionais chocantes. Acrescendo-se ainda a minha lista, envolve pessoas de baixo astral. Sendo assim, optei por estas medidas tendo em vista meus 52 anos de idade e pretendendo ter um resto de vida saudável, dentro do possível.

Vejamos os motivos que me levaram a tal medida.

Primeiramente fiz uma viagem no tempo, fazendo uma retrospectiva da minha infância até a adolescência e a chegada do mundo atual em que vivo.

Nascido com orgulho no interior do Ceará na minha querida e vetusta Iguatu, passeando pela minha infância, lembrei-me que não ficávamos assistindo desenho animado, vídeo game, mensseger, Orkut ou facebook, ficava-mos mesmo era no meio da rua sem camisa, de pés descalços, batendo bola, jogando pião, carimba, pega pega até chegar a tão famigerada 21 horas onde nossos pais nos convocavam para o recolhimento o que era obedecido por nós prontamente, ou seja, havia uma convivência entre crianças, que não necessitavam de andar com um celular, mp3 ou outro produto tecnológico para ser aceito no meio da molecada, bastava chegar junto e pronto. Nossos vizinhos eram todos amigos e se um moleque brigava com outro os pais faziam os mesmo darem as mãos e pedirem desculpas. Pra ir à casa do vizinho era só pular o muro, que, aliás, não passavam de um metro de altura, pois ladrão no interior só de galinha, que, quando pegue, o delegado raspava a cabeça e soltava na rua para todos saberem que o mesmo era ladrão. As festas de criança eram em casa, nada de bufet, não tinha palhacinho idiota animando a festa achando que as crianças eram bobas, pois, quem palhaçava nas festas eram as crianças mesmo numa verdadeira algazarra saudável enquanto os pais tomavam uma cerva gelada sem preocupar-se com os filhos, pois todos eram amigos.

Já na adolescência, quando íamos para as festas nossos pais deixavam a porta da frente encostada com uma cadeira sem tranca, para quando voltar-mos era só empurrar e entrar para dormir. O padeiro deixava o pão e o leite na janela e ninguém mexia. Comprava-se fiado na caderneta da mercearia mais próxima, sem cheque, sem cartão de crédito, tudo só na palavra.

Nós paquerávamos as gatinhas com respeito, sem chamá-las de cachorras, nem Maria chuteira, nem piriguete, mas só apelidos carinhosos, como fofinha, bonequinha, gatinha e outros inhas. Olhávamos para uma mulher como mulher e não procurando ver se a mesma é sarada, se fez escova, luzes, se colocou botox e outras coisas do gênero. Nós rapazes, vestíamos uma camisa uma calça um sapato e estávamos pronto para a paquera, pois, as gatinhas não se preocupavam com barriga tanquinho, corpo definido, ou se você tomava complemento alimentar ou malhava na academia, elas queriam era namorar sentir seu cheiro e dar uns amassos. Nossos amigos eram apelidados carinhosamente pelos defeitos que tinham sem sentirem-se discriminados, ofendidos ou moralmente indenizáveis e sim chamávamos os amigos pelos apelidos de ceguinho, negão, cachaceiro, banguelo e outras tolices que rola entre amigos sem responder criminalmente ou reparação de danos morais.

Concluo, portanto que toda a violência existente atualmente, a falta de humanidade entre s pessoas, o excessivo individualismo, é fruto em grande parte das nossas redes televisivas que só preocupam-se em amealhar dinheiro, enquanto virulentamente contaminam a sociedade com notícias de violência, instigação ao sexo vulgar, estimulando a mulher a ser cada vez mais objeto de prazer e não uma pessoa com caráter, inteligência como grande parte delas têm, além de estimular a programas idiotas circense sempre exaltando o valor das coisas em detrimento do humano que existe em nós, transformando nossa sociedade em uma fauna, fundamentando a teoria de Hobbes que dizia que o “O homem é o lobo do homem”.

Portanto só nos resta tentar pelo menos levar uma vida saudável, e o meio que eu encontrei foi tomar as medidas anteriormente citadas.

Hoje, leio jornal, somente a parte cultural, econômica, televisão só coisas amenas e sem muita idiotice, enfim se não partir de nós isto nunca vai mudar..

Por enquanto é só até o próximo desabafo.

3 comentários:

IVONE FERREIRA - Minha Casa Interior disse...

Lí mas não meditei. Posso opinar depois que eu repetir a leitura pra interiorizar melhor? É que prefiro dar a minha opinião depois de bem refletida.
Abraço,
Ivone

marilac disse...

Meu amor, vc resgatou historias da nossa infância e adolecência, tambem tenho essas boas recordações,e lamento,não por nós,mas, pelos nossos filhos e netos que terão suas vidas tolidas e limitadas pelos games e por programas alienados de tv.O melhor a fazer,é,como vc se prontificou,mudar nas escolhas,pois, nós podemos ainda ter essa opção,(Nós escolhemos, como queremos viver cada dia e com quem queremos nos relacionar).

IVONE FERREIRA - Minha Casa Interior disse...

Amigo, voce sempre me surpreende com a sua postura diante da vida. Concordo plenamente que evites as pessoas negativas, a energia que estas liberam, é bem prejudicial a quem esta em torno. Para viver , sempre vale buscar o melhor: mente sâ, boa conduta e paz interior.
Se vacilei em opinar no primeiro momento, foi à respeito dos noticiarios mais chocantes, se devemos evita-los ouvir ou não, de modo que eles chegam ao nosso conhecimento de qualquer maneira, pois estamos no mundo e este mundo é feito de cada um de nós. Concordo plenamente com a opinião de Marilac "temos o direito de escolha".... e é o uso deste livre arbitrio que nos faz diferentes uns dos outros. Parabens à voce Amigo!